Como Danganronpa: Another Episode me surpreendeu com personagens femininos de qualidade


Ooolar~
GENTE MEU DEUS DO CÉU QQ FOI AQUELE VMA ONTEM???? Sério eu tô no chão rapariga. Quase que não consigo escrever esse post. Mas enfim~
Vocês tem pedido indicação de games faz um tempinho e eu sempre rascunho sobre jogos, mas nunca posto. Em parte é por que eu tenho dificuldade de passar toda a emoção do jogo pra escrito, MAS ENFIM. Depois de muito tempo, uma análise de jogo! <3 <3 <3 de nada

Zettai Zetsubou Shoujo Danganronpa: Another Episode foi lançado para PS Vita no ano passado. Nele você assume o papel da irmã mais nova do Makoto Naegi, personagem principal do primeiro jogo,  e é obrigada a sobreviver a hordas de Monokumas raivosos portando apenas um MEGAFONE *BOOM*

Totalmente diferente dos outros dois títulos Zettai Zetsubou Shoujo inova em vários aspectos, embora jogabilidade não pareça ser um deles. Não me entendam mal, conseguir enfiar um 3rd person shooter na franquia é bem inovador sim, mas a medida que você vê o gameplay, percebe que a mira parece complicada e os monokumas exigem uma quantidade de tiros enorme pra morrer.

Nesse título, pela primeira vez temos duas personagens femininas no papel principal. Touko Fukawa, sobrevivente do primeiro jogo e a Komaru. Embora eu realmente não fosse grande fã dessas duas personagens, confesso que a progressão delas durante o jogo me impressionou.

Nagito Komaeda observando Komaru na adaptação do jogo em Mangá

Usando mais uma vez a trope do personagem principal sem graça e sem nenhuma habilidade especial, o game joga Komaru no meio dessa situação caótica que após ser mantida por mais de um ano trancada num apartamento, ela se vê no meio de um jogo de caça no qual ela é o alvo de um grupo de crianças. A cidade que aparentemente era o único lugar seguro, torna-se um campo de guerra onde crianças caçam adultos. Isso obviamente, de uma forma mais reduzida. A história do game é assustadoramente densa e usa cut scenes em formato de anime pra te informar do que está acontecendo. Um fato interessante é que essas animações foram feitas pelo mesmo estúdio que fez a versão anime de Danganronpa em 2013.

Desespero a parte, eu achei incrivelmente interessante como a questão psicológica está sempre tão presente nesse jogo. Os vilões são especialmente problemáticos, crianças traumatizadas e instáveis. As personagens principais acabaram de sair de um período longo de encarceramento e estão sendo perseguidas. Cada um desses fatos é um pedaço de um enorme quebra-cabeça que mostra a situação completa da franquia Danganronpa. O mundo está ferrado. E o foco do jogo é na maneira como cada um dos personagens reage a isso.

Komaru sendo salva por Togami, a primeira de muitas vezes no game

A Komaru passa 90% do jogo querendo fugir. Ela repetidamente diz que é apenas uma pessoa normal e que não pode fazer nada. Como era de se esperar de uma menina da idade dela, ela se coloca numa posição passiva e mantém-se apoiada na ajuda dos outros o tempo todo. Pensando agora, vejo que se ela não tivesse encontrado a Fukawa logo no começo do game ela teria morrido. Independente das forças externas que conspiraram para que ela fosse salva inumeras vezes e independente dos interesses paralelos que incentivaram essa ação, a existência da Fukawa nesse título trouxe dois fatores incrivelmente importantes para a narrativa: surpresa e evolução.

Fukawa é surpreendentemente a pessoa que inspira Komaru a tomar uma atitude mais ativa em relação aos eventos em Zettai Zetsubou. E por que isso é surpreendente? Devemos lembrar que ela no primeiro jogo é absurdamente passiva, não tomava frente das situações e passou grande parte do jogo com medo, sobrevivendo justamente por não se envolver e estar sempre recuada.
Então quando vemos essa versão da Fukawa, que embora ainda se menospreze um pouco (e ainda reproduza machismo), apoiando a Komaru e tomando a frente das decisões da dupla, é um choque.
Isso mostra claramente uma evolução da personagem por conta dos eventos anteriores a Zettai Zetsubou. Na verdade, num ponto específico do game, ela declara ter sido inspirada pelo Makoto Naegi e sua esperança. Fukawa está longe de ser um personagem perfeito, mas ela demonstra essa profundidade emocional que mostra que a franquia do jogo tem se esforçado em lapidar seus personagens.

Komaru finalmente cansa de ignorar a atitude agressiva de Fukawa

A dinâmica das duas meninas é bem interessante e faz valer o game por si só. Mesmo não gostando totalmente de todos os personagens envolvidos, eu torci muito pela amizade da Fukawa e da Komaru, principalmente por que Danganronpa ainda falha um pouco em mostrar amizades femininas. Pra quem não conhece a Fukawa, ela sempre foi muito sozinha e tem um complexo sério com sua aparência. Por causa disso ela ataca todas as moças que convivem com ela.
Eu devo ter passado um total de 2hs rolando os olhos e pedindo pelo amor da deusa que a Fukawa calasse a boca ou que os flashbacks dela parassem. Ela diz muitas coisas problemáticas, coisas rudes, e algumas vezes no meio disso tudo, justamente o que a Komaru precisava ouvir. Do seu jeito rude (e meio problemático) ela acabou sendo um dos motivos pelos quais Komaru evoluiu como personagem principal.

A irmã do Naegi tinha uma arma que fazia efeito nos monokumas que as atacavam. Ninguém mais na cidade tinha uma arma dessas. Isso aumentava drasticamente a chance dela sobreviver. Mesmo assim, ela não acreditava ser capaz. A cada boss vencido, ela continuava em negação, mostrando um lado com o qual a maioria dos jogadores se identificam: a ansiedade. Komaru é um pouco de cada um de nós.Muitas vezes na vida nós temos as ferramentas na nossa mão e mesmo assim somos tomados pelo medo de falhar.
Ao mesmo tempo, ela ficava muito orgulhosa quando conseguia passar um dos mini puzzles que as crianças desafiavam-na a fazer. Assim como nós, Komaru se jogava de cabeça nas situações que ela sabia que podia vencer, mas fraquejava quando havia possibilidade de falhar.

Komaru orgulhosa após terminar um puzzle

Dito tudo isso, ela parece basicamente qualquer heroína sem graça de qualquer game ou anime ever. E na verdade ela é. Mas essa é a grande sacada de Danganronpa. Seus personagens são jogados numa situação de alto estresse com pessoas que mal conhecem e isso acaba mudando-as para sempre. Você torce por esses personagens principalmente por que você se vê um pouco neles.

Nos capítulos finais a transformação de ambas as personagens são mais notáveis e as tornam ainda mais queridas. Fukawa ainda que continue reproduzindo certo machismo se abre para a possibilidade de uma amizade sincera com outra mulher, o que pode ser um fator para a continuidade da evolução da personalidade dela. E Komaru por sua vez, deixa sua atitude passiva de lado, ela propositalmente abre mão do que seria uma escolha mais fácil (que encerraria o jogo no capítulo 4, diga-se de passagem) e escolhe o caminho mais arriscado, visando ajudar a Fukawa. Ela para de contar com a ajuda externa que nunca virá e começa a buscar uma rota de saída para aquela loucura ela mesma. Tornando-se definitivamente a heroína de sua própria história.

Zettai Zetsubou Shoujo Danganronpa: Another Episode é um jogo obrigatório para fãs da série e principalmente para os fãs da Fukawa e Genocider Shou. Eu me diverti muito assistindo o gameplay e fiquei muito satisfeita não só com as personagens principais, mas com grande parte dos personagens apresentados.
Estou muito ansiosa pelo terceiro jogo de Danganronpa, embora ainda sem data de lançamento, e espero que o próximo jogo nos mostre mais personagens femininas com um desenvolvimento legal como esse! Por que embora seja legal ter uma personagem enfiando lança na sambica da galera apenas POR QUE SIM, é ainda melhor acompanhar um desenrolar desses!


Assista ao gameplay legendado em inglês:
 Prólogo
 Capítulo 1
 Capítulo 2
 Capítulo 3
 Capítulo 4
 Capítulo 5

Muitos beijos,

Gleice F.

A.K.A うさぎQUEEN. 24 anos, estudante de Gestão Empresarial. Fã de mahou shoujo, rap e jogos indies.

2 comentários:

  1. Waaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa que lindo ;-;
    Amei as personagens >< já quero @u@
    http://diariodelolivlet.blogspot.com.br/

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