oh! my god!! harajuku girl / capítulo 2, parte 1: “o caminho para harajuku”




Meus pais vieram pra cima de mim

porque eu me tornei uma gyaru, então eu saí correndo descalça







Eu me tornei uma estudante do ensino médio. A escola era uma escola particular de meninas que ficava a mais ou menos 20 minutos de casa, indo de trem.
Assim que eu entrei, eu fiz algumas amigas gyaru. Como eu poderia explicar? Havia dois tipos de garotas lá, gyarus e nerds! Eu fiquei chocada. "Se me disserem para escolher um, eu poderia somente ser uma gyaru". Com essa razão simples, eu decidi me tornar uma Gyaru.
Pensando nisso agora, eu passei pelo meu primeiro ano do ensino médio de uma forma meio imprudente. Primeiro, pintei o meu cabelo de loiro na casa de uma amiga. Eu colocava tanto delineador nos cantos externos dos meus olhos, que acabava parecendo muito estranho, passando na área sob os meus olhos fortemente com o delineador, chamou atenção para eles como se eu estivesse me transformando em um panda. Eu tentei ao máximo colocar o delineador na linha d'água dos meus olhos também. E eu coloquei laços enormes na minha cabeça, me dando uma aparência chamativa.
Minha mãe olhou para mim cheia de vergonha. "Esse tipo de maquiagem não combina com o seu uniforme", ela avisou-me. Mas nesse momento ela penso ainda, "Eu acho que isso é o tipo de coisa que os estudantes de hoje em dia fazem..."
Mas no dia antes do concurso de coro no meu primeiro ano de ensino médio, algo aconteceu.

 
Minha professora ligou para minha casa... chorando! "E-ela, uhh, faltou aos ensaios do coral, e todos estão com problemas por causa disso...a-ahhh... E além disso, o cabelo pintado e a maquiagem são proibidas na escola, mas... não importa quantas vezes nós a avisamos, ela não segue as regras da escola... u-uwahhhhh...."

Essa foi quando minha mãe soube sobre a proibição da maquiagem e do cabelo tingido na escola. "O que você está fazendo?" Ela me perguntou quando eu cheguei em casa, e de repente - sem medir forças - ela veio pra cima de mim. Depois disso, ela pegou minha mochila, meu passe, minha carteira e todas as maquiagens que estavam no meu quarto e colocou no saco de lixo, colocou meus sapatos que estavam na porta da frente também e saiu da casa dizendo, "eu vou jogar isso aqui fora!". Minha mãe voltou alguns minutos depois com as mãos vazias.
"Espera aí, o que aconteceu com minha mochila e minhas maquiagens?"
"Eu te disse, eu joguei fora."
"Onde?"
"No rio."
"Você tá brincando, não é?!"
"Não, é verdade."
Ela disse que tinha jogado tudo numa vala próxima. Eu fiquei tão desnorteada que chorei alto. A ferocidade de minha mãe fez com que eu então percebesse o quão graves minhas atitudes haviam sido. "Me desculpe, eu estou tão arrependida," eu fiquei me desculpando para ela.
No dia seguinte, a mochila e todas as outras coisas que minha mãe disse que tinha jogado fora estavam no chão da sala de estar. Eu chorei tanto por ver minha mochila reaparecer ilesa que meus olhos ficaram incrivelmente inchados, por isso acabei não indo para a escola. Eu não fui para a competição de corais.
Ela fez coisas que me deixam muito irritada quando eu penso nesse assunto, mas desde o começo eu vestia como uma gyaru para combinar com minhas amigas que também eram gyaru, mesmo que eu achasse que aquele estilo não combinava comigo. E inclusive quando eu estava com aquelas amigas, não era muito divertido.
Também não é como se eu tivesse ouvido a tudo que meus pais e professores disseram e então me tornei uma "boa garota" ou qualquer coisa por causa disso. Quando eu estava no primeiro ano, eu fui como de costume do meu jeito e continuou a haver dias em que eu brigava com meus pais. Certamente, eu estava numa fase rebeliosa."Não só trabalhe no seu trabalho de meio período, estude um pouco também. Nós fazemos com que você vá a escola para que só depois possa ir brincar."
"Cale a boca!"
"Se você limpar seu quarto, eu vou trazer seus cílios postiços de volta. Você continua usando maquiagem? Onde você usou? Você não pode ir a escola usando maquiagem, certo?"
"Apenas cale a boca, sua bruxa estúpida!"
Nossas conversas se tornaram todas assim. Quando eu estava sendo provocadora, minha mãe costumava ligar para o meu pai enquanto ele estava no trabalho e ficar reclamando sobre cada coisinha para ele, "Agora mesmo ela disse, "sua bruxa velha!" Isso me deixou irritada de novo.
Um dia, a irritação se tornou tão grande que eu não consegui me controlar e finalmente explodi. "Você é tão desagradável! Eu vou te bater até a morte!" Eu disse, chutando as paredes do meu quarto.

CRACK. Eu fiz um buraco na minha parede maior que a minha cabeça.

"O que foi esse barulho?!" Por falta de sorte, naquele dia meu pai havia tirado um dia de folga e estava em casa. Meu pai era sempre muito gentil comigo e mediava as brigas que eu tinha com minha mãe, mas como obviamente ele viu um enorme burado no meio da parede o sangue subiu para a cabeça dele.
"Você! Espere aí!" ele disse com uma voz que soou assustadora. Foi tão assustador, que nem mesmo minha mãe podia ser comparada. Eu rapidamente corri pelas escadas e fugi descalça pela porta da frente.
"Eu vou te matar!" meu pai correu atrás de mim, ele tomou impulso no vareta de montanhismo que havia sido colocado na porta da frente. Eu corri pela minha vida. Eu corri enquanto chorava. Eu corri gritando "Me desculpe!" eu corri, mas não havia como meu pai me deixar escapar dessa forma. Ele me perseguiu e imediatamente me agarrou assim que me alcançou.
"Me desculpe! Me desculpe!"
"Não tem como eu te desculpar assim. Eu vou te dar uma surra!"
Meu pai me bateu com suas próprias mãos, e então pegou a vareta de montanhismo e levantou acima de sua cabeça. Sério? Eu vou morrer! Eu fechei meus olhos e cerrei meus dentes. Tão severo...
Estranhamente, eu não senti nenhum impacto ou dor. Quando abri meus olhos, vi que o quê o meu pai estava batendo com a vareta foi o telefone perto de nós. "De verdade, me desculpe. Me desculpe." eu me desculpava, chorando por causa do medo.

Os vizinhos sairam de suas casas, olhando preocupados. "Desculpe-nos por incômodar todos vocês" disse meu pai, e então entrou para dentro de casa como se nada houvesse acontecido.

Depois eu me arrastei de volta para casa, mas a porta tinha sido trancada por meu pai, que tinha entrado na casa antes de mim. Fazia cerca de três horas desde então. Eu tinha sido trancada para fora, assim sentei-me com meus pés descalços na frente da porta da frente e chorei. Meus pés estavam sujos de lama e frios porque tinha sido um dia chuvoso.


Encontre as outras partes do livro AQUI 

Gleice F.

A.K.A うさぎQUEEN. 24 anos, estudante de Gestão Empresarial. Fã de mahou shoujo, rap e jogos indies.

3 comentários:

  1. Estou achando o livro interessante
    por favor continue postando sobre ele
    Kissus

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    Respostas
    1. Obrigada por comentar! Eu realmente comecei a achar que ninguém lia isso! > _ <
      Você me motivou a continuar, muito obrigada mesmo!

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  2. Gostei! Conheci recentemente a Kyary... Que dó :c Estou ansiosa para saber o que acontece com ela... beijos!

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