Oh! My God!! Harajuku Girl - Tradução

Minna-san! Demorou, mas eu finalmente consegui terminar! 
Algum tempo atrás eu consegui encontrar alguns trechos que vazaram na internet do livro da Kyary. O problema: estavam em inglês. Porém, eu consegui traduzir todo ele. Yaaay! (.✧ 3 ✧)v
Então... é com prazer que apresento pra vocês, os primeiros capítulos do livro Oh! My God!! Harajuku Girl em português! (@edit 14/12/11: tradução original em inglês feita pela kyarychan!)




 Minha família é

minha mãe espartana e meu pai super gentil 



Eu nasci em 29 de Janeiro de 1993 às 7:57 PM no Musashino Red Cross Hospital em Musashino, Tokyo. De acordo com minha mãe, ela ficou em trabalho de parto o dia inteiro e isso foi realmente difícil para ela. Eu pesava 2368 gramas. Eu acho que eu era um bebê realmente pequeno.

Em minha família, havia meu pai e minha mãe. Eu sou a filha única. MAS! No seu décimo ano de casamento, o bebê que eles estavam desejando finalmente nasceu. Por causa disso, minha mãe foi super super super rigorosa quando se tratou de disciplina. "Quão rigorosa ela foi?" você pergunta? Por três anos, enquanto eu estava no colégio ela decidiu que:


1.     Meu toque de recolher era às 7hs.
2.     Eu não tinha permissão de usar meu celular das 8hs da noite até às 7hs da manhã seguinte!
3.     Que eu poderia usar meu celular até 8hs e então tinha que colocá-lo para carregar na sala de estar!

O toque de recolher às 7hs, o celular até às 8hs, foi impossível pra mim ser uma JK (sigla para Josei Koukousei, que quer dizer "garota estudante") normal! Ela tinha regras muito rígidas e eu mal fui capaz de lidar com a 2 e 3. Desde que ela pegou meu celular, mais cedo eu comecei a quebrar (as regras), eu fiz de tudo para não seguir as regras enquanto não fosse pega!

Quanto ao meu toque de recolher (número um), por volta do final do meu terceiro ano do colegial eu estava tão ocupada com os ensaios fotográficos para a revista que eu não pude segui-lo com facilidade. Então, quando eu saia tarde, o meu empresário tinha que ligar para minha mãe e relatar a ela, "ela chegará tarde do trabalho". Eu também não podia colocar meus cotovelos sobre a mesa, não poderia me sentar com as pernas abertas, e tinha de contar a ela se tinha planejado sair com amigos uma hora antes de ir. Ela era anormalmente irritante sobre etiqueta geral e boas maneiras.

Por ter uma mãe tão rigorosa foi absolutamente horrível pra mim quando eu tinha acabado de me tornar uma modelo. Todos os dias ela só fazia me criticar dizendo: "porque está vestida assim?" e "você vai estudar, não a uma sessão de fotos!".
E é claro que ela me proibiu de usar cílios postiços, pintar o cabelo e até mesmo de usar perucas! E não foi só da boca pra fora, ela virou a mão em mim, me chutou e constantemente dizia que me controlava. Ela me fez machucados, me fez chorar e me fez ir à escola enquanto meus olhos ainda estavam vermelhos (depois de chorar). E não foi uma ou duas vezes. Nós brigávamos todos os dias.

Mas por outro lado, meu pai sempre foi muito gentil e muito doce para mim. Acho que ele equilibrava as coisas. Mesmo quando minha mãe estava me incomodando sobre minhas roupas, meu pai basicamente ficava ao meu lado e dizia, "Para a idade dela, ela não tem um bom estilo?”.
No entanto!
Quando eu briguei com minha mãe e, acidentalmente, disse algo como: "cale a boca, sua velha bruxa", não importa o quão silenciosamente eu tenha dito, ele iria me ouviria, e então as cores do rosto dele mudariam. Ele ficaria totalmente enfurecido, correndo e gritando, "O que eu acabei de ouvir sair da sua boca?" e quis me bater.

Ele fez isso duas vezes até agora. História verdadeira.Eu gostaria de escrever tudo sobre as lutas de Kyary Pamyu Pamyu durante seus dias de rebelião mais tarde.

... ...Eu tenho uma família muito espartana, mas normalmente nos damos muito bem. Estou morando sozinha agora que me formei no colegial, mas antes que eu me mudasse nós três sempre dormíamos juntos no mesmo quarto. Eu tinha meu próprio quarto, mas desde que conversar com meu pai antes de ir dormir era divertido, eu acidentalmente...

Isso surpreendeu meus colegas de classe, que dizem "você está brincando!?"
Meu pai sabe tudo, e quando você fala com ele, ele é mais engraçado que alguns comediantes! A pessoa que disse "a música dessa pessoa é legal, escute-a" e me mostrou a Nakata Yasutaka-san (do Capsule) foi meu pai, ele conhece bem a música ocidental. As músicas que eu gosto são influência do meu pai.
Nós dois também adoramos comédia, então não importa qual seja o assunto, nós não medimos palavras um com o outro. Minha mãe costumava ficar brava conosco e dizia, "você faz alguma ideia de que horas são!? Vá para a cama logo!".

Minha mãe era mesmo muito durona comigo, mas é claro que ela me amava. Nós costumávamos tomar banho juntas todos os dias. Isso também surpreende meus colegas de classe, que diziam, "impossível!". O que acontecia é que eu entrava no banho e logo depois minha mãe também entrava dizendo algo como "é um desperdício de gás...".
Eu falei sobre um monte de coisas para a minha mãe no banho, tipo quando eu briguei com um amigo ou as ansiedades que sentia no trabalho. Há coisas que não consigo falar com meus amigos mais próximos, mas posso falar com a minha mãe. Quando conversamos, eu posso deixar meus sentimentos claros. Há momentos em que ela apenas ouve em silêncio e diz "mm-hm, sim", e, ocasionalmente, me dá conselhos como "isso foi errado da sua parte, peça desculpas ao seu amigo imediatamente". Seu conselho é tão preciso que eu fico satisfeita e apenas digo "claro" sem pensar.
Olhando para trás, eu posso ver que é claro, eu era a única errada quando entramos numa briga violência-pai-filho. Eu posso pensar, "porque eu fiz coisas assim?" sem pedir qualquer desculpa para minha mãe.


Sobre a moda, eu fui muito influenciada pela minha mãe. Ela era incrivelmente estilosa. Quando me tornei estudante do ensino médio e ainda nem tinha começado a me envolver com moda, eu me vestia coo uma garota de seis anos de idade e costumava emprestar todas as roupas de minha mãe. Já que temos a mesma altura e o mesmo tamanho de sapato, mesmo hoje em dia nós ainda os trocamos uma com a outra.
Meu amor pela música vem do meu pai, moda pela minha mãe, e comédia por ambos.
Eu sinto como se no fim, a única coisa que sobra é a família. É claro, amigos e namorados são importantes também, mas para mim minha família é especial. Desde que eu comecei a morar sozinha bem longe da minha família, eu sinto fortemente isso.



 Quando eu era pequena,

eu corria lá fora todos os dias e tinha cabelo preto 



Sempre me dizem que essa cor de loira de farmácia é a minha cor de cabelo, mas até o meu sexto ano do ensino fundamental, eu tinha cabelo preto.

Antes de entrar na pré-escola, eu trazia um bento box e brincava no parque com a minha mãe das 9 AM até as 3 PM, 365 dias por ano. Em dias de chuva ou neve, ela me vestia com botas e casaco, e daí me mandava ir brincar. Eu era tão pequena, que parecia que minha mãe me fazia brincar lá fora para que eu me tornasse mais forte, uma criança saudável. Graças a ela, eu nunca estive realmente doente, e eu cresci como uma criança saudável e que podia correr rápido.

Quando eu tinha três anos de idade, eu entrei na pré-escola do bairro. Lá eu tinha a impressão de que todo mundo achava que eu era um bebê chorão. Mas desde que eu andava por lá todos os dias, gradualmente minha força natural surgiu.

Se você olhar para as fotos do tempo em que eu estava na pré-escola até quando eu estava no ensino fundamental, eu só usava vestidos cheios de babados e macacões. Eram todos escolhidos de acordo com o gosto da minha mãe.

O fato é, eu era uma criança cheia de energia que vivia correndo lá fora. Quando eu entrei no ensino fundamental, eu costumava deslizavar livre nos meus patins in-line, e quando em casa da escola, eu ia direto para o centro de esportes e jogava queimada. Naquela época, queimada era divertido sem nenhuma razão específica.

Na sala de aula, eu não era de nenhum grupo em particular, mas não estou dizendo que eu era excluída ou vítima de bulling. Pode-se dizer que eu era uma criança normal. Mas quando meus pais me disseram que eu tinha que começar a fazer diferentes poses enérgicas, que os fariam rir.

.... como agora!

Existem um monte de fotos de mim de quando eu era pequena, mas nós realmente fazemos as mesmas coisas agora. Meu pai tira a maioria das fotos, até mesmo hoje em dia, quando eu vou viajar com meu pai, click-click-click, tirando fotos de mim. Eu adoro sair para viajar em família. Nós costumávamos sair pra todo lugar juntos.

Não era só quando eu era pequena; Nós continuamos fazendo isso, mesmo depois que entrei para o ensino médio. Os parentes dos meus pais em uma casa em Kagoshima, então quando eles vão os visitar nós andamos num carro grande chamado Chevrolet Astro. No caminho para lá, ficamos num hotel próximo à Universal Studios Japan, fazemos um passeio pela Nagasakis's Glover Park onde Itou Hirobumi (quatro vezes primeiro ministro do Japão) morou (nossa família ama história), entramos nas fontes termais, e coisas desse tipo. "Ok, vamos lá. Pronta, pule!" e tira uma foto de mim flutuando no ar. Talvez tirar um monte de fotos esquisitas com meus amigos da escola foi influência do meu pai.

Com isso e aquilo, nós fomos pra todo lugar desde o parque próximo a nossa casa até o shopping, Disney Land, e Kyushu, em todos os dias de semana e dias que tínhamos livre. Durante minha infância, eu gastei cada momentinho em casa.


 Por causa das frações na matemática,

eu comecei a piorar meu rendimento escolar 




Originalmente, eu tinha notas boas na escola. Isto é, até as frações aparecerem... Eu não entendia como encontrar qual quantia parte de qual, ou como você conseguia pontos decimais, então eu comecei a odiar estudar.

Depois disso, eu definitivamente tomei a atitude de "Chega de estudar!", e gastava meus dias fazendo nada além de jogar queimada no centro de jovens todos os dias. Era um ciclo vicioso de não entender as aulas e ainda mais por causa disso.

À primeira vista haviam muitas coisas que poderiam ser vistas como tipo A sobre mim (Huh, você não consegue ver essas coisas?), e embora você provavelmente esteja pensando "Você não tinha boas notas?" (Huh, você não pensou nisso?), infelizmente era exatamente o contrário.

De frações pra frente, minhas notas sempre foram ruins. Especialmente aritmética; Eu não sou boa em matemática. Uma vez no ensino fundamental eu consegui dois pontos. YAAAAY! No começo, minha mãe costumava dizer, "você devia estudar", mas desde que eu simplesmente ia jogar como se não tivesse ouvido o que ela dizia, ela desistiu depois de um tempo.

Ah, mas eu realmente gostava de História. Minhas notas eram quatro ou cinco. E eu também gostava de arte, eu tirava quatro nessa matéria. Eu gostava de mover meu corpo, então eu tinha boas notas em Educação Física. Eu me esforçava muito nas coisas que me interessavam, porém não fazia nenhum esforço pelas coisas que não estava interessada. Eu colocava todo o meu esforço em coisas que eram divertidas, mas nada que eu tivesse que fazer como a professora dizia. Eu era desse tipo.

Só pra ter certeza de que passaria, eu fui para o cursinho desde o primeiro ano até o terceiro ano do ensino médio. Meus pais esperavam que minhas notas melhorassem já que eu estava no cursinho. Porém, eu só comecei a frequentá-lo a sério quando minha melhor amiga Secchan foi para o mesmo cursinho que eu. Eventualmente quando chegavam as provas da escola, eu ficava tão nervosa que não conseguia estudar para o vestibular e por fui levada por recomendação para a escola metropolitana. Tudo o que meu professor disse foi- "com suas notas, isto pode ser impossível" - eu falhei.

Porém eu fui aceita na escola particular de garotas e continuei a escola lá. Havia muitas Gyarus na escola Metropolitana e eu fiz o teste para entrar na escola, então se eu tivesse sido aceita eu poderia ter me tornado uma Gyaru. Ou talvez, por causa disso, eu poderia me sentir sozinha e me tornar vítima de bulling...... !?

Como resultado, eu encontrei amigos dos quais as personalidades realmente batiam com a minha na escola de garotas onde eu fui estudar, eu me só tornei modelo por ter ido para Harajuku com aquelas amigas e por ter uma foto minha tirada e mais tarde me trouxe a realizar meu sonho de me tornar uma cantora. A vida trabalha de uma forma misteriosa.




 Eu pensava em suicídio

quando tinha grandes brigas com meus pais, mas isso acabou 



"Já chega, estou te mandando para uma instituição!"
"Vá em frente e tente me mandar pra uma instituição, por mim tudo bem!"

Quando eu estava na sexta série do ensino fundamental, eu entrei numa briga enorme com a minha mãe e nós ficamos gritando dessa forma. Minha mãe realmente disse que ia me mandar para uma instituição. Toda vez que brigávamos e ela chegava ao seu limite, ela costumava dizer coisas como "Eu vou te mandar para uma instituição!", mas não há maneira de uma criança saber onde ou que tipo de lugar uma coisa chamada "instituição" era. Então eu só respondia seus gritos da melhor forma possível e nunca realmente pensei em ser mandada pra uma "instituição".

Mas no dia seguinte eu fui pra casa depois da escola e havia um documento em cima da mesa da sala de estar.

"Mãe, o que é isso?"
"Informações sobre a instituição, já que eu decidi que você vai pra lá," minha mãe respondeu com indiferença.

Até então eu pensei que tudo aquilo fosse apenas uma ameaça, mas por causa daqueles documentos, tornou-se totalmente real e feriu meu coração. Talvez eu realmente não quisesse ser mandada para uma instituição.
Eu fiquei assustada, realmente assustada. Meu coração começou a bater rápido e lágrimas começaram a escorrer de meus olhos. O que eu deveria fazer? Eu não queria mais ficar em casa, mas eu também não queria ter que ir pra um lugar assustador e longe sozinha. Eu não poderia ver nem meu pai nem minha mãe nunca mais! Se eu fosse para aquele lugar, eu me sentiria como se não pudesse viver nunca mais!
Pensando nisso, eu amarrei uma corda na varanda do meu quarto e amarrei em volta do meu pescoço. Mas é claro que estava com tanto medo que não consegui fazê-lo. Naquela época eu nem sequer fazia ideia do que seria morrer, pra começo de conversa.

Essa foi a primeira e última vez que pensei em algo assim.
Mesmo assim, eu me pergunto onde foi que minha mãe arranjou aqueles papéis. Tudo que consigo fazer quando penso nisso hoje em dia é rir.

Fim do capítulo 

Encontre as outras partes do livro AQUI 

Gleice F.

A.K.A うさぎQUEEN. 24 anos, estudante de Gestão Empresarial. Fã de mahou shoujo, rap e jogos indies.

8 comentários:

  1. muito obrigada por postar a tradução! adorei o blog também :)

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  2. AAAAAH MUITO OBRIGADo, acha esse livro no Brasil?

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  3. @ANÔNIMO

    Infelizmente não... D:
    Acredito que como a Kyary não tem grande reconhecimento no Brasil, dificilmente um editora vai querer lançar por aqui. Mas com certeza eu compraria se lançassem. * 3 *

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    1. noticia boa.O livro dela pode vir ao Brasil em 2020 (em português-Brasil,inglês e japonês)

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  4. OMG Por favor, traduza mais ÇoÇ
    Nunca imaginei que a vida da Kyary poderia ter sido assim, e achei admirável como ela chegou ao topo e tendo o bom humor que ela tem hoje, com tudo que ela passou *--*
    Eu adorei seu blog e estou seguindo <3

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  5. Yo, eu fiz uma post sobre o livro e coloquei o endereço de seu blog indicando para as pessoas lerem a tradução, caso você não goste e queira que eu remova o seu endereço e só dizer esta bem, beijokas e bom domingo

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  6. AAAAAAAh q perfeita a história da Kyary *¬* ela já tentou se matar? IDEM briga muito com a mãe? IDEM XD só q diferentemente dela eu sofri bullying desde os meus 3 anos,e TODO tipo d bullying,até o d FAZER D CONTA Q EU NÃO EXISTO,mas ok,agora só sou excluída pq eu qro U.U

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  7. O livro "Oh My God! 原宿ガール" devia ganhar um prêmio!!A historia de きゃりーぱみゅぱみゅ me comoveu,bastante.Sou bastante fan dela. @pamyurin (twitter dela,quem quiser seguir ela,e se entender japonês)

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